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A Crônica do Aguiar (Uma Crônica pós-moderna) 10/05/2009

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APESAR DE TUDO A VIDA É BELA!

O Prof. Aguiar, a convite da Organização Mundial da Saúde (OMS), viajou em seu hirondele, em caráter de urgência urgentíssima, para Genebra-Suíça, onde está se realizando um Congresso sobre biossegurança internacional, que tem como fito evitar a disseminação da gripe A no mundo (que não é de Aguiar, pois não criei em laboratório este vírus).

Aguiar suspeita que a criação do vírus foi acidental, uma peripécia, resultado de um erro acontecido com uma das experiências da grande alquimista professora Orca em seu laboratório multidisciplinar na escola Rio Caeté, em Bragança.

Aguiar como ilustre cientista e, eticamente correto, jamais poderia se furtar a colaborar com seus colegas internacionais em prol do bem da humanidade, como já havia feito com o seu aprendiz Osvaldo Cruz no combate a Febre Amarela e a Varíola, no Rio de Janeiro.

No hirondele, duas preocupações o acompanharam: sua mãezinha e a tão amada SEDUC.

Durante a viagem, o Prof. Aguiar procurou sua caneta inventada e presenteada pelo seu esquecido amigo Petrache Poenaru, nascido em 10/01/1799, na obscura Benesti, município de Vâlcea e falecido em Bucareste, em 2/10/1875, polígrafo, que exerceu várias funções, inclusive as pedagógicas.

De posse dessa verdadeira relíquia vislumbrou a imagem de sua fiel mãezinha e recordou da luta que travou juntamente com a tão querida Anna Maria Jarvis (1864, Webster, Virgínia – 24 de novembro de 1948, West Chester Pensilvânia) para o reconhecimento do Dia das Mães nos Estados Unidos.

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Anna Maria Jarvis

Uma pequena lágrima escorreu em seu rosto e murmurou com seus botões: “Pobre Anna, a morte da mãe em 1905 a deixou em profundo estado depressivo. Ao saber da noticia fiz uma festa para eternizar o dia e assim contribuir para elevar sua auto-estima. Anna agraciada de tamanha emoção quis que a celebração fosse estendida a todas as mães do mundo.

Depois de lutarmos três anos para oficializar a data, finalmente, em 26 de abril de 1910, o governador da Virgínia Ocidental, William E. Glasscock acrescentou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado.

Em pouco tempo outros estados norte-americanos aderiram à comemoração e com isso, em 1914, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson formalizou a data em todo o território nacional, atendendo ao meu pedido.

Na década de 1920, Anna Jarvis me enviou uma carta relatando seu incômodo com a comercialização do feriado. Retornei aos Estados Unidos e juntos criamos a Associação Internacional para o Dia das Mães.

Alegamos os direitos autorais sobre o segundo domingo de maio, porém eu e Anna fomos presos acusados de perturbar a paz.

Não arrefecemos, permanecemos incólumes na luta, fazendo campanha contra o mercantilismo embutido nesse nefasto sistema capitalista.

Percebia que Anna ficava deveras magoada por que muitas pessoas mandavam para suas mães um cartão impresso e sempre comentava comigo, explanando que isso significava ser um filho muito preguiçoso a não escrever com suas próprias mãos à mulher mais singela do mundo.

Minha lutadora amiga Anna Marie Jarvis nunca casou e não teve filhos.

Quantas lembranças! Mas precisava escrever rapidamente. Em pequenos rabiscos redigiu uma carta, tendo colocado-a em uma agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou, simplesmente, Correios, a empresa estatal do Brasil operadora dos serviços postais.

No primeiro parágrafo, Aguiar, escreveu uma pequena, mas singela frase a sua mãezinha: “Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles”, que me perdoe meu aluno Vitor Hugo.

No hirondele outro problema martelava o genial cérebro do Professor Aguiar: a greve dos preceptores de sua querida e amada SEDUC.

Aguiar, pela primeira vez em existência, constatou que ao enxugar o rosto, seu lenço vermelho (cor do governo popular) estava umedecido.

Lembrou-se, então, das greves organizadas por seu aluno de 1ª Série Ned Ludd que no século XVIII comandou o movimento paredista contra os capitalistas ingleses. O problema é que seu aluno acreditava que eram as máquinas as responsáveis pela exploração e miséria dos trabalhadores.

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Ned Ludd

Vendo que Ludd destruía as máquinas, Aguiar convocou-o para uma reunião, onde mostrou um TCC que estava orientando em uma certa universidade da Alemanha de seu querido e estimado pupilo Karl Marx, que mostrava que a história da sociedade é a história da luta de classe.

Lembrou-se ainda quando, em 1922, fundou o Partido Comunista do Brasil e como no governo de Vargas foi responsável pela segurança de Luís Carlos Prestes e Olga Benário, que foram presos pelo chefe da polícia secreta Filinto Muller. Aguiar então concluiu: “Essa foi a minha única derrota na vida”.

Em Genebra, recebeu um carta datilografada pela sua mãezinha informando que, infelizmente, seus queridos preceptores da SEDUC haviam deflagrado a greve na rede pública de ensino.

Com Phd em conflitos trabalhistas internacionais, membro com assento vitalício na Organização Internacional do Trabalho (OIT) a qual ajudou a criar, recomenda as partes beligelantes a adoção dos seguintes procedimentos para a resolução da querela:

1. Ao governo popular:

Não criminalizar a greve;

Não ameaçar descontar os dias parados;

Não interferir nas assembléias dos preceptores;

Mostrar aos preceptores a real anorexia financeira existente no governo.

2. Ao Sindicato dos preceptores:

Não colocar os interesses político-partidários acima dos interesses da categoria;

Não utilizar de discurso machista e preconceituoso contra a chefa do poder executivo;

Respeitar nas assembléias o direito a discordância;

Mostrar capacidade de negociar e admitir para a categoria que a anorexia financeira limita o atendimento da pauta econômica.

Concluindo o seu raciocínio o professor Aguiar aconselha às partes: Buscar incessantemente o diálogo como a única alternativa para resolver a querela.

Aconselha, ainda, a lerem o texto escrito pelo professor Aguiar e Charles Chaplin denominado o Último Discurso com destaque para o trecho: “Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros?”

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Charles Chaplin

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Comentário do Bdp: Existe um vídeo muito interessante no Youtube sobre o texto de Chaplin citado pelo Aguiar: http://www.youtube.com/watch?v=FPzgq8sNbMI

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Um blog que sugerimos a leitura é o blog do professor Paulo Ricardo de Santa Maria do Pará.

Destaque para suas breves reflexões sobre questões de nosso cotidiano.

http://pauloricsouza.blogspot.com/

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