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O exemplo da Use04 e a Crônica do Aguiar 24/05/2009

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Ctae,

Queremos mais uma vez agradecer a valiosa colaboração do Prof. Erick, da Escola Helena Guilhon, que coordenou o primeiro dia da 2ª Oficina de Blog da Use 04.

Infelizmente, no 2° dia tivemos um problema no transporte e o mesmo não pode participar pessoalmente, mas ministrou a distância, com a também grandiosa colaboração do nosso super-técnico Tiago, que muito tem contribuído na criação dessa importante ferramenta pedagógica nas nossas escolas e na própria Use.

Agora, outras escolas abraçaram essa idéia.

Nosso próximo passo, já no começo do mês de junho, é realizar uma oficina de Linux voltada para gestores, técnicos e assistentes administrativos das nossas escolas.

Nosso desejo é fazê-la por aqui, na sala de informática da Escola Edgar Pinheiro Porto, que é de excelente qualidade. Mas, segundo nosso ‘suporte técnico’ teria que alterar todo o programa dos computadores, o que daria muito problema.

Nos encontre uma alternativa viável, pois temos muitos interessados pela Oficina.

Abraços e Muito Obrigado pela confiança e na disposição de sempre somarmos esforços…

José Messiano

Diretor da Use 04

Ah, o blog da Use está sendo um sucesso e o número de acesso tem crescido a cada dia.

use04.blogspot.com

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Crônica do Aguiar

A fábula do Jovem e os 18 mandamentos do Aguiar

Após enfrentar um intenso congestionamento em decorrência de manifestações populares contra o Alcaide da cidade e dirigindo seu Packard por entre uma densa fumaça negra de queimas de pneus, o prof. Aguiar adentrou em sua casa sentido um leve cansaço, nada como uma boa dose de Biotônico Fontoura com Emulsão de Scot para reabilitá-lo.

Recolheu-se em seu aposento para a sua já tão conhecida sesta vespertina. Um minuto de sono era o suficiente para que retomasse as suas atividades cotidianas.

Porém, ao deitar-se foi interrompido por sua mãezinha – Era um telefonema urgente do Fundo das Nações Unidas para a Infância, criado pelo Prof. Aguiar em 11 de dezembro de 1946, (em inglês United Nations Children’s Fund – UNICEF) agência das Nações Unidas que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças.

Foi convocado em caráter emergencial para discorrer sobre o tema “Psicologia Infantil, o choro de Maisa, a mídia, a sociedade do espetáculo, o homem do baú, a conivência do telespectador com o ato de desrespeito ao ECA vermelho e os impactos sobre a infância no Brasil e no Mundo”.

Em sua palestra proferida nos idiomas grego, aramaico, árabe e hebraico sendo que o próprio Prof. Aguiar, fazia simultaneamente a tradução para o português da teoria desenvolvida junto com seu colega, o psicólogo suíço Édouard Claparède (1873-1940), onde a tese central se encontra num ponto de confluência de várias correntes de pensamento.

O prof. Aguiar e Claparède utilizaram as mais diversas filosofias existentes, como a clássica, marxista, existencialist, assim como da ciência quântica, favorecendo o desenvolvimento de duas das mais importantes linhas educacionais do século XX, a Escola Nova, cujos representantes mais conhecidos foram (J. Dewey), Maria Montessori (1870-1952) e o cognitivista Jean Piaget (1896-1980), que foram seus discípulos.

Ao término de suas elucubrações sobre o caso Maisa e ovacionado de pé pela platéia, o prof. Aguiar se retirou até a sala de estar do hotel para tomar um chá de capim santo e comer dois biscoitos de farinha de milho, feito por sua querida mãezinha.

Retirou de sua Valise-Maleta de Couro-anos 50, o livro o Príncipe e o Evangelho de São Lucas, lendo o primeiro com o lado direito do cérebro e o segundo com o esquerdo, detendo-se, neste último, na passagem bíblica 18:18.

Um jovem preceptor recém formado se aproximou do Prof. Aguiar e lhe confidenciou que não gostaria de ser lotado na sala de aula, o seu grande desejo era torna-se um burocrata seduquiano.

O Prof. Aguiar interpelou o jovem com um certo ar de desdém e comentou: “Em meus 80 anos no oficio da arte de educar, apesar de labutar na sacrossanta/impávida/ insensível/frigida burocracia seduquiana, jamais abandonei por um segundo sequer a sagrada sala de aula”.

burocrata

Completando seu raciocínio, indo de contra a todos seus princípios, revelou ao jovem bucéfalo os 18 mandamentos para alcançar o Everest da carreira profissional na SEDUC (Aguiar é mais exigente que Javé).

Ei-los aqui:

I – Sempre reverenciar seu chefe independentemente de ele estar certo ou errado;

II – Nunca discordar de seus superiores, mesmo quando cometam erros que podem conduzi-los ao abismo;

III – Tecer bastante elogios ao chefe, o qual poderá introduzi-lo na carreira;

IV – Eliminar qualquer adversário que julgue ser um entrave a sua ascensão funcional;

V – Aliar-se com Deus e com Hades;

VI – Ser, de início, amigo de todos e demonstrar eficiência através de relatórios, tabelas e dados estatísticos questionáveis;

VII – Freqüentar as festas e presentear com mimos caros seus superiores;

VIII – Caso seu chefe seja destituído do cargo, negar qualquer conivência com o mesmo e passar a declarar-se fiel ao novo superior para conseguir seu objetivo.

O prof. Aguiar sentindo-se bastante incomodado com a presença daquele jovem mancebo arrivista e sem a mínima vocação para exercer o sacerdócio do magistério, resolveu como forma de livrar-se daquele ser repugnante, revelar as medidas tomadas para manter-se no poder.

Disse, então, agora de posse do cargo e para manter-se nele você terá que adotar alguns princípios contidos no livro “O Príncipe”, escrito por mim e meu amigo Nicolau Maquiavel.

principe

Neste momento o lado direito do seu brilhante cérebro pensou com seu um trilhão de neurônios: “Não deveria ter me envolvido com Maquiavel, não foi a minha melhor fase”.

O prof. Aguiar passou a enumerar as medidas a serem adotadas para a permanencia no cargo:

I – Reivindicar para você a instalação de um biombo contendo uma estação de trabalho ou “a ilha” de custo elevadíssimo, ainda que suas escolas estejam caindo aos pedaços;

II – Exigir uma secretária particular para dificultar o acesso de seus, agora, ex-amigos e colegas de trabalho até você;

III – Exigir de seus subalternos que passem a enumerar todas as páginas dos processos, rubricando cada uma e, a qualquer erro indefira as solicitações;

IV – Começar a passear pelos corredores da repartição com ar de superioridade;

V – Ser mais defensor do partido do governo do que dos seus militantes;

VI – Devolver ao RH o seu mais competente funcionário, como disse no meu livro: “é melhor ser temido do que ser amado”;

VII – Nunca resolva os problemas, mande os subalternos resolvê-los, mesmo que não tenham compreendido a sua ordem. Assim a culpa do erro nunca será sua;

VIII – Adquirir um vestuário compatível com seu cargo e sentar-se no banco de trás do carro oficial da repartição e muito cuidado ao tecer comentários no veículo;

IX – Lembrar-se sempre que você é casado com o seu cargo;

X – Tenha cuidado até com a sua própria sombra.

Após ouvir os conselhos do prof. Aguiar o jovem pacóvio saiu saltitando de alegria, pois via-se como um alpinista escalando o monte Everest localizado na cordilheira seduquiana.

O prof. Aguiar cético em relação aos rumos da humanidade pronunciou uma das mais intrigantes frases de sua carreira como preceptor:

“É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um burocrata entrar no Reino de Deus”.

O lado esquerdo do cérebro do buraco negro da política concluiu, chegou à hora de revelar o quinto segredo da Seduc “ninguém é insubstituível”.

guilhotina

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